Escolas particulares também serão avaliadas pela Secretaria de Educação

Pela primeira vez, a Secretaria de Educação do Distrito Federal vai avaliar institucionalmente as 473 escolas particulares da rede de ensino brasiliense, nos mesmos moldes em que ocorre com a rede pública. A novidade foi apresentada pela Subsecretaria de Acompanhamento e Avaliação Educacional (Suplav) aos gestores dessas unidades, nesta quarta-feira (6), em reunião no Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Eape). O processo será realizado uma vez por ano, sem data definida previamente. Em 2016, o período para aplicação dos questionários vai de 25 de abril a 11 de maio. A medida atende a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Além disso, de acordo com a Resolução nº 1/2012, do Conselho de Educação do Distrito Federal (CEDF), a responsabilidade da implantação e manutenção do ensino no DF é aplicada ao poder público e a avaliação é requisito para credenciamento das escolas privadas. A avaliação institucional é realidade na rede pública desde 2013, quando os primeiros formulários começaram a ser planejados pela recém-criada Gerência de Avaliação Institucional. No ano seguinte, o questionário foi aplicado aos gestores de cada unidade da rede pública com foco em informações cobre dimensões de gestão de pessoas, infraestrutura, proposta pedagógica, condições do trabalho, fontes de recursos, relações com a comunidade escolar, democracia e participação, gestão e estudantes, conforme previsto no artigo 5º e incisos da Resolução nº 1/2006, do Conselho de Educação. Já em 2015, a avaliação chegou às salas de aula, ocasião em que 30 mil professores também responderam a questões essenciais para o contexto escolar. Para este ano, outra novidade é o método para aplicação dos formulários. O processo,...
Avaliação Institucional – Professor, sua participação é muito importante!

Avaliação Institucional – Professor, sua participação é muito importante!

A Comissão do SINPRO e a SEDF realizaram reunião no dia 01 de julho de 2015 e um dos assuntos foi a Avaliação Institucional 2015 – Equipe Docente. Reafirmando a importância da participação dos professores nesse processo, o Subsecretario de Planejamento e Avaliação Institucional, Fábio Pereira de Sousa, se manifestou nos seguintes termos: “Em relação à chamada avaliação institucional, a SEDF afirmou que esta não tem relação com a política de meritocracia, sendo a continuidade de um levantamento de dados sobre as condições das escolas. Disse, inclusive, que a mesma pesquisa foi feita com gestores e de forma experimental com profissionais do magistério de Brazlândia em anos anteriores.” Site do SINPRO Esta é uma ação da Subsecretaria de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação Educacional (SUPLAV) / Coordenação de Avaliação Educacional (COAVED) que visa avaliar o contexto escolar, bem como, os fatores associados ao processo educativo, como: infraestrutura, equipamentos e materiais didáticos, gestão, relação com Pai/Responsável e a Comunidade. A avaliação institucional, ao analisar as condições institucionais da unidade escolar, pode ajudar a explicar os resultados da avaliação do desempenho escolar do estudante. As informações obtidas subsidiarão a análise dos fatores que contribuem ou interferem no desempenho dos estudantes de forma a promover uma reflexão com vistas à melhoria da qualidade social da educação. Assim, o papel da avaliação institucional é estimular e intensificar as relações de compromisso e cooperação entre os membros da comunidade escolar como também identificar potencialidades e fragilidades institucionais, suas causas, consequências e possíveis soluções.   “A reflexão coletiva é imprescindível para que novas ações sejam estabelecidas em função da realidade e das necessidades de seus atores, de...

A Avaliação e seus três níveis: das Aprendizagens, Institucional e de Rede

Pensar a avaliação leva-nos necessariamente a pensar na escola, nos professores e na equipe gestora. Envolve também a percepção dos estudantes e de seus responsáveis. Tem-se discutido o modelo de avaliação que temos hoje, de natureza classificatória e excludente, que vem funcionando como mecanismo que aciona o fracasso escolar, especialmente aos estudantes de classe popular. Para enfrentar essa prática, novas proposições têm sido feitas no sentido de reverter esse quadro. A avaliação, cada vez mais se torna alvo de reflexões, críticas e experimentação. E surge, então, o desejo de transformar esse processo em algo que possa promover, no cotidiano da sala de aula, a aprendizagem do estudante, partindo da concepção de que “avaliar é o ato de diagnosticar uma experiência, tendo em vista reorienta-la para produzir o melhor resultado possível; por isso, não é classificatória nem seletiva, ao contrário, é diagnóstica e inclusiva” (LUCKESI, 2005, p.35). Uma vez aliada do professor, a avaliação dará a ele a oportunidade de conhecer o que o estudante aprendeu e o que ainda não aprendeu, para que se providenciem os meios e as estratégias para que ele aprenda. Inúmeras vezes, no espaço da sala de aula, percebe-se que avaliar é uma tarefa solitária, que fortalece apensas a identidade da professora ou do professor, orientando sua prática pedagógica. Essa avaliação não é um processo coletivo que proporciona espaços para um diálogo com os sujeitos envolvidos nessa prática, por isso não se refere à aprendizagem e ao ensino como processos interativos e intersubjetivos, mas sim ao rendimento como resultado verificável (BARRIGA, 1982), que pode ser medido, nomeado, classificado e hierarquizado. É preciso um olhar mais...